Desmatamento na Amazônia sobe em áreas do sul do amazonas, diz inpe

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Como é sabido, após diminuir 78% entre 2004 e 2012, o desmatamento na Amazônia Legal voltou a crescer a partir da segunda metade de 2012, com um aumento de 24% entre 2014 e 2015.

Eis os números do desmatamento (corte raso) na Amazônia Legal em 5 anos (Prodes/Inpe): 

Agosto de 2011 a Julho de 2012     =     4.571 km2 

Agosto de 2012 a Julho de 2013     =     5.891 km2 

Agosto de 2013 a Julho de 2014     =     5.012 km2  

Agosto de 2014 a Julho de 2015     =     6.207 km2 

Agosto de 2015 a Julho de 2016     =     5.971 km2 (provisório)

Total =   27.652 km2, uma área equivalente à de Alagoas (27.768 km2) ou da Bélgica (30.528 km2)

As causas principais do recrudescimento da devastação são a falta de apoio federal à fiscalização pelo IBAMA e a anistia promovida pelo Código Florestal (Lei 12.651/12) patrocinada por Aldo Rebelo, do PCdoB, com apoio dos ruralistas.

O artigo abaixo, de 6 de outubro de 2016, e as duas reportagens do Globo Rural de 30 de outubro de 2016 fornecem alguns dados importantes para a avaliação desse processo de destruição da floresta amazônica no grande município de Lábrea, no sul do estado do Amazonas.

“Desmatamento ilegal vira atividade econômica organizada no Amazonas”

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/videos/t/edicoes/v/desmatamento-ilegal-vira-atividade-economica-organizada-no-amazonas/5412120/

“Fiscalização em áreas desmatadas gera tensão entre fiscais do Ibama”

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/videos/t/edicoes/v/fiscalizacao-em-areas-desmatadas-gera-tensao-entre-fiscais-do-ibama/5412121/

O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 24% de agosto de 2014 a julho de 2015, em relação ao período anterior, de agosto de 2013 a julho de 2014, segundo o  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Pará ainda  lidera. O Amazonas  merece atenção, pois há o retorno lento, mas constante, das taxas  ao longo da Transamazônica e nas regiões dos municípios de Lábrea, Apuí e Manicoré. O desmatamento no Estado subiu 42%.

1 bilhão de árvores foram derrubadas na Amazônia

Há uma área já desmatada e abandonada no Brasil equivalente aos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina somados. Um território do tamanho do Sul do País já aberto e não usado. A maior parte disso virou pasto abandonado. São os chamados pastos sujos. O último levantamento da Embrapa e do Inpe aponta para a existência de 10 milhões de hectares desses pastos abandonados na Amazônia. O pesquisador Paulo Barreto fez um levantamento do quanto essa área significa em prejuízo ambiental. Segundo ele, o pasto abandonado da Amazônia representou a queima de 1 bilhão de árvores. Isso jogou na atmosfera gás carbônico equivalente a 36 anos de emissões de todos os carros do Brasil – usando a frota de 50 milhões de carros de 2015 como referência. Um outro jeito de pensar nesse pasto abandonado é que, se ele for recuperado e regenerado com plantio de árvores, mesmo que para produção de papel ou madeira, o carbono tirado da atmosfera compensaria esses 36 anos de carros rodando no País.

 

 

 

 

 

 

 

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